
E então nossa vidinha está entrando nos eixos após período de férias e carnaval. O ano finalmente começou!!! Só que não. Quando tudo parecia estar entrando nos eixos, surge um minúsculo vírus, vindo do outro lado do mundo, e faz uma reviravolta. Rapidamente, somos obrigados a nos adaptar a muitas situações novas advindas dessa Pandemia: home office, homeschooling, baque na economia, mudanças de planos, interrupção de tratamentos, medo, ansiedade, incertezas…Como fica a nossa saúde mental diante de tudo isso?
O medo e a ansiedade são os sentimentos mais comuns: medo de ficar doente ou de que algum ente querido pegue a doença, medo de não poder trabalhar, medo de perder o emprego.
A sensação de desamparo e depressão devido ao isolamento também ficam mais evidentes, principalmente nos casos em que a pessoa mora sozinha e não tem com quem conversar sobre suas angústias. Estar fisicamente isolado é muito estressante.
Outros sentimentos comuns são a raiva e a desconfiança, principalmente relacionados aos governantes, chefes de estado, autoridades da saúde e da educação.
Os profissionais da saúde, por sua vez (não desmerecendo todos os outros profissionais que trabalharam durante a quarentena), que estão na linha de frente do combate ao vírus, também transitam por todos esses sentimentos e, além de viver a pressão do dia-a-dia do trabalho, assistem à muitas mortes e precisam ficar isolados das suas famílias, em grande parte dos casos, para não correrem o risco de contaminá-los, mesmo com todos os cuidados tomados. Imaginem como está a saúde mental deles!
Enfim, é um momento de grande crise e de grande apreensão e expectativa de todos nós. É preciso, primeiro, baixar radicalmente nossas expectativas, pois estamos vivendo um momento de exceção e estamos tentando, diante disso, encaixar aspectos de normalidade. Para fazer algo bem feito, é preciso muito treino, mas não tivemos tempo para treinar. Vamos, então, fazer o nosso melhor diante dessa situação.
Toda a crise é pessoal e as reações variam dependendo das experiências anteriores de cada um.
E a empatia e a solidariedade são os sentimentos que precisamos desenvolver agora, para passar pela crise, e após a crise, para tentarmos nos reinventar e correr atrás dos prejuízos econômicos, sociais, comportamentais, emocionais, desenvolvimentais, entre outros.
O que podemos fazer pela nossa saúde mental e a de nossos familiares?
– Primeiramente, informar e aumentar a conscientização para promover a colaboração de todos para o fim da pandemia.
– Estabelecer metas curtas e semanais a realizar em casa, para si, no trabalho. Definir metas e alcançá-las proporciona sensação de controle.
– Manter-se ativo: exercícios físicos, jogos, leitura, assistir filmes, entre tantas outras possibilidades.
– Tentar manter o bom humor. Sorrir pode aliviar a ansiedade e a frustração.
– Comer de forma saudável e fazer exercícios físicos minimizam os efeitos do estresse.
– Use técnicas de respiração, relaxamento e meditação, assim reduzimos a turbulência emocional (tem muitos aplicativos bacanas).
– Aceite seus sentimentos. Eles são reações normais para uma situação anormal.