Publicado em: 13 de setembro de 2025

Cooperar é agir em conjunto com o outros para resolver um problema ou alcançar um objetivo em comum. Cooperar é o polo oposto da competição (tão valorizada na nossa sociedade!!) e visa atingir um objetivo pessoal e ser melhor do que o outro.
Cooperar é agir em conjunto com o outros para resolver um problema ou alcançar um objetivo em comum. Cooperar é o polo oposto da competição (tão valorizada na nossa sociedade!!) e visa atingir um objetivo pessoal e ser melhor do que o outro.

Cooperar é agir em conjunto com o outros para resolver um problema ou alcançar um objetivo em comum. Cooperar é o polo oposto da competição (tão valorizada na nossa sociedade!!) e visa atingir um objetivo pessoal e ser melhor do que o outro.

Muitas pessoas consideram a competição importante na educação das crianças, com a justificativa de que ficam melhor preparadas para o mundo. Porém, a verdade é que a competição, principalmente em idade mais precoce, pode diminuir a autoestima e aumentar o medo de falhar, reduzindo a expressão das capacidades e o desenvolvimento das crianças.

A competição estimula a comparação entre as pessoas e acaba favorecendo a exclusão baseada em determinados critérios. Um ambiente competitivo pode, ainda, aumentar a tensão e a frustração e pode desencadear comportamentos agressivos.

Já as atividades cooperativas aumentam a segurança nas capacidades pessoais e contribuem para o desenvolvimento do sentido de pertencer a um grupo. Nessas atividades não tem ganhadores ou perdedores, ninguém fica isolado ou rejeitado porque cada um pode assumir dentro do grupo a tarefa em que é melhor, além de ter a oportunidade de aprender novas habilidades com os pares. Num sistema de cooperação, todos ganham!!!

Os resultados alcançados pelos grupos podem ser melhores do que os conquistados isoladamente.

Nesse sentido, tanto a cooperação quanto a competição, mais do que características inerentes ao homem, são valores e atitudes que podem ser ensinados e aprendidos através da educação e da cultura. Quando valorizamos muito a competição, a ênfase é sempre no resultado, na vitória e os jogos tornam-se rígidos e controlados, dando a ilusão de pouca variedade e criatividade.

Acreditamos na ênfase a atividades que promovem interações positivas, colaborando para que a competição deixe de ser um comportamento condicionado e, para que se perceba a existência de outras formas de interação e relacionamento com as pessoas, com o mundo, com o meio ambiente e conosco.

Os jogos cooperativos, criados com a finalidade de ensinar a cooperação entre as pessoas, têm estruturas em que as pessoas jogam um com o outro e não um contra o outro. A função desses jogos é superar desafios e não derrotar adversários. Joga-se pelo prazer. Trabalhar junto é necessário para atingir um objetivo em comum.

Os jogos cooperativos permitem que a espontaneidade, a alegria e a criatividade aflorem. Eles unem pessoas, eliminam o medo do fracasso, reforçam a confiança em si e nos outros. Todos ganham! O que promove também um bom espírito de grupo e propicia a criação de laços afetivos.

Sabendo de todos esses benefícios dos jogos cooperativos, vamos a algumas ideias:

– Dança das cadeiras – todos dançam em volta de cadeiras (tem uma cadeira a menos), ao invés de desclassificar e retirar do jogo aquele que perde, este continua na brincadeira, mas não pode ficar com o pé no chão quando a música parar, logo, precisa se equilibrar em alguém. Como as cadeiras vão sendo retiradas, os participantes vão sendo obrigados a se ajudar para conseguirem se equilibrar. Garante muitas risadas!

– Pulo Gigante – dois jogadores devem trazer duas cadeiras do ponto de partida até o ponto de chegada (distante), só que não podem colocar nem as mãos e nem os pés no chão. É preciso encontrar uma estratégia cooperativa para resolver essa questão.

– Pega-pega – As pessoas que forem pegas devem virar estátuas e podem ser libertos quando um jogador o toca ou passa por baixo de sua perna. Pode ser feito em 2 times, com o tempo vai-se reduzindo o espaço até que não seja mais possível jogar.

– Ilha deserta – os participantes formam uma roda aleatória com cadeiras e representam ilhas desertas no oceano. O objetivo é que se rearranjem na ordem alfabética, mas não podem encostar no mar.

– Montar quebra cabeças pode ser bastante divertido. Já experimentaram fazer um quebra-cabeças a partir da foto da equipe ou dos alunos da sala?

– Somos todos vencedores – faça no chão um contorno usando giz. O objetivo é que todas as pessoas envolvidas caibam dentro desse contorno sem que nenhuma parte de seu corpo entre em contato com o outro lado da linha. O espaço também pode ser dividido.

– Culinária – realizar um banquete, uma noite de pizzas ou qualquer outro prato em conjunto permite trabalhar muito a cooperação e todos podem desfrutar das delícias depois.

– Atravessar a ponte – divida os participantes em duas equipes. Faça uma ponte usando uma tábua não muito larga disposta a alguns centímetros do chão. Cada equipe deve ocupar uma metade da ponte. Dado o toque, as equipes devem mudar de lado sem cair no chão.

– Transporte sem mãos – a ideia é transportar objetos de um lado a outro sem fazer uso das mãos.

– Levantar balões – encher várias bexigas. Ao tocar o sino, o grupo deve manter o maior número de balões no ar por determinado tempo, sem que eles toquem o chão.

– Formar letras usando o próprio corpo (dependendo do número de participantes, podem formar palavras).

– Já foram no Escape 60? Ótima pedida de jogo cooperativo para empresas, amigos, famílias (depois que acabar essa pandemia).

                Usem a imaginação e experimentem. Durante essa fase, os jogos podem ser realizados entre as famílias e promoverá a união de todos.