Publicado em: 13 de setembro de 2025

O Transtorno do Espectro do Autismo é um distúrbio do neurodesenvolvimento realizado através de duas características diagnósticas: prejuízo na comunicação social e padrões de comportamentos repetitivos e interesses restritos. Hoje, estima-se que atinge 1 a cada 59 crianças, de acordo com o Center of Deseases Control. E a prevalência é maior em meninos na proporção de 4:1.
O Transtorno do Espectro do Autismo é um distúrbio do neurodesenvolvimento realizado através de duas características diagnósticas: prejuízo na comunicação social e padrões de comportamentos repetitivos e interesses restritos. Hoje, estima-se que atinge 1 a cada 59 crianças, de acordo com o Center of Deseases Control. E a prevalência é maior em meninos na proporção de 4:1.

A importância das práticas baseadas em evidências científicas e da formação profissional adequada

O Transtorno do Espectro do Autismo é um distúrbio do neurodesenvolvimento realizado através de duas características diagnósticas: prejuízo na comunicação social e padrões de comportamentos repetitivos e interesses restritos. Hoje, estima-se que atinge 1 a cada 59 crianças, de acordo com o Center of Deseases Control. E a prevalência é maior em meninos na proporção de 4:1.

Ainda não se sabe ao certo as causas, sabe-se que é genético, e a última pesquisa da Universidade de Harvard, a qual eu tive o prazer de conhecer e cursar, concluiu, que quando o primeiro filho é uma menina as chances de ter outro filho autista aumenta.

Além do fator genético, vários fatores ambientais estão sendo estudados como possíveis causas: idade paterna avançada, stress, alimentação com uso de agrotóxico, infecções maternas no período gestacional, alterações metabólicas. Mas ainda são necessários mais estudos.

No caso do autismo, o tratamento precoce é fundamental para um bom prognóstico. O autismo não tem cura, mas o tratamento ajuda a melhorar vários aspectos da criança tornando-a mais adaptada. Por isso, torna-se fundamental uma boa avaliação multidisciplinar realizada por profissionais bem formados e especializados: neurologistas, psiquiatras, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, entre outros.

Hoje, temos uma grande oferta de tratamentos, mas é preciso ter cuidado pois nem todos tem estudos concretos e são baseados em evidências. O Guideline para o autismo (que é um guia mundial de pesquisas e protocolos) possui uma lista com os tratamentos que são baseados em pesquisas e, portanto, indicados e confiáveis.

Um modelo de intervenção precoce que tem obtido resultados surpreendentes é MODELO DENVER, desenvolvidos para crianças de 12 a 48/60 meses, cujo objetivo é acelerar o desenvolvimento da criança e aplica técnicas e ferramentas da “TERAPIA” ABA (Análise do Comportamento Aplicada), mais comum em tratamentos do Autismo. Quando organizei e escrevi o Livro Autismo: práticas e intervenções, procurei desmistificar e aproximar todos, do dia a dia do autista, deixando claro que o autista necessita do próprio espaço e isso, não se faz esperando, se faz estimulando, mas claro, num ambiente apropriado e com profissionais preparados, capacitados, sensíveis e com aptidão.