
Este termo foi usado pela primeira vez em 1940 por Hans Asperger para descrever uma condição em que as pessoas apresentavam uma defasagem em suas habilidades comunicativas, a linguagem oral era desenvolvida, mas a comunicação estava prejudicada.
Atualmente, a Síndrome de Asperger está englobada no Transtorno do Espectro do autismo e descreve características mais leves, sem prejuízo na linguagem e desenvolvimento cognitivo dentro ou acima da média. Suas dificuldades encontram-se nas esferas da interação social e de interesses mais restritos (menor flexibilidade cognitiva).
Algumas características que podem ser observadas: introspecção, falta de contato visual adequado, apego à rotina, falta de coordenação motora (desajeitado), hiperfoco em interesses específicos (muito metódicos), dificuldades em seguir normas sociais (podem cortar a fila ou interromper a fala de outras pessoas), em muitos casos apresentam vocabulário refinado e amplo.
Como o funcionamento geral dessas pessoas é muito bom, muitas vezes, o diagnóstico chega tardiamente. E é importante que se realize uma avaliação bem detalhada, mensurando vários aspectos da vida da pessoa que podem ser afetados pelo diagnóstico.
Em relação ao tratamento, as recomendações são individualizadas. Pode ser necessário Fonoaudiologia para melhorar a fluência da fala quando se encontra mecanizada, Musicoterapia (fluência e flexibilidade cognitiva), Psicologia (ABA ou TCC), grupos de Habilidades Sociais, Psicomotricidade (coordenação motora), Terapia Ocupacional (integração sensorial), apoio escolar e adaptação curricular podem ser necessários em muitos casos.
Muitas pessoas com Síndrome de Asperger também apresentam o lado artístico aflorado (desenham muito bem ou montam coisas a partir de sucatas), hiperlexia (aprendem a ler sozinhos desde muito pequenos) e interesse por outros idiomas.