Publicado em: 14 de setembro de 2025

A saúde mental na escola é essencial para o aprendizado e bem-estar dos estudantes, exigindo apoio emocional e estratégias adequadas.

Outubro. Mês das crianças, dos professores, dos neurologistas e dos médicos. Todas essas datas comemorativas me levaram a pensar no tema do artigo desse mês: saúde mental na escola.

                A educação básica é um direito de TODOS. Dessa forma, a escola, cada vez mais, tem sua função inclusiva tornando-se um espaço para todas as crianças e adolescentes, independente de quaisquer problemas ou dificuldades que venham a apresentar. Assim, a saúde mental passa a ser, também, uma questão escolar.

                Os dados mais recentes revelam que, atualmente, de 10 a 20% das crianças e adolescentes apresentam algum tipo de transtorno mental. Alguns exemplos: ansiedade, depressão, TDAH, autismo, deficiência intelectual, altas habilidades, entre outros. Estudo realizado na região Sudeste com alunos do Ensino Fundamental constatou que 1 a cada 8 alunos apresenta algum tipo de dificuldade que necessita de atendimento especializado na área da saúde mental.

Muitos dos transtornos apresentados nas escolas, com suas nuances, alteram a cognição e o comportamento dos alunos, o que interfere na sua aprendizagem. Portanto, aprender e se comportar são expressões da saúde mental desses alunos.

                Mas, será que os professores e demais educadores estão preparados para lidar com essas questões? Como saber o limite de sua atuação em cada caso? Como saber se a dificuldade apresentada pelo aluno é fruto de seu transtorno ou está relacionada à metodologia? Quando adaptar material? Como agem as medicações? Essas e muitas questões dentro do contexto escolar necessitam de orientação de profissionais da área da saúde: médicos, psicólogos entre outros.

                Quando não encaminhados ou tratados de forma correta, esses alunos podem apresentar ainda outros problemas decorrentes de sua dificuldade: baixo rendimento acadêmico que pode levar a evasão escolar ou graves problemas comportamentais, muitas vezes, de transgressão legal.

                Por outro lado, a falta de informações confiáveis, orientações de como agir em cada caso gera muita insegurança por parte dos professores que, acabam por agir de forma incorreta e, em outros casos, até pedindo afastamento do trabalho.

                Portanto, faz-se necessário que a parceria entre escola e profissionais da saúde mental se estreite a fim de que os alunos e professores sejam bem orientados e tratados adequadamente visando seu desenvolvimento e evolução constante, bem-estar e qualidade de vida.