Publicado em: 14 de setembro de 2025

Contar histórias para crianças estimula o desenvolvimento infantil, incentiva o prazer pela leitura e fortalece a interação familiar.

Contar histórias é fundamental para o desenvolvimento das crianças e também para estimular o prazer e o interesse pela leitura. Além disso, o hábito de contar histórias para os filhos promove a interação familiar, pois pais e filhos têm a oportunidade de compartilhar um momento do seu dia. O hábito da leitura (assim como os outros) deve ser valorizado pelos pais, assim como praticado por eles, pois servem de exemplo.

Crianças que crescem em ambientes não propícios para a leitura, apresentam vocabulário pobre, têm dificuldades tanto na compreensão quanto na produção de texto e nível de criatividade mais baixo do que crianças leitoras. E ainda podem enfrentar dificuldades de aprendizagem com o decorrer dos anos escolares.

As histórias infantis ajudam, ainda, a criança a elaborar fatos de seu cotidiano, aumentam o repertório de enfrentamento de problemas, estimulam a inteligência e a criatividade, ampliam o vocabulário.

Além da família, que dá o exemplo, a escola também exerce papel importante na formação dos pequenos e dos futuros leitores. As rodas de leitura estimulam a interação em grupo, oferecem a oportunidade para a discussão de valores sociais e atitudes morais, além de possibilitar diversos tipos de atividades multidisciplinares.

Mas, para isso, a escola precisa saber despertar o interesse do aluno. Em primeiro lugar mostrando que a leitura está presente em muitos ambientes do nosso dia-a-dia: mapas, placas, embalagens, revista, blog, receita, entre outros. Esses textos, cada qual com suas características específicas, precisam ser apresentados aos alunos não só pelos professores de língua portuguesa.

Outro fator importante é que, quando a escola impõe certas leituras que valerão nota no início da vida escolar, condiciona a leitura a eventos aversivos e acabam por desestimular o hábito da leitura. É interessante realizar outros tipos de avaliação que, além de estimular a leitura, estimulam a criatividade, escrita, oralidade, compreensão, imaginação, entre outros? Mas, como? Realizando pinturas, teatros, releituras, debates, júris simulados, propondo que os mais velhos ensinem aos mais novos. Essa forma de avaliar a leitura de um livro estimula discussões espontâneas entre os alunos e vai despertando um interesse cada vez maior.

Um livro recomendado por um colega pode ser muito mais interessante do que um livro imposto pelo professor. E isso gera motivação, pré-requisito para a aprendizagem. O livro, se bem usado, introduz o aluno à herança cultural da humanidade.